terça-feira, 31 de março de 2020

O Surrealismo na Estética

René Magritte foi um dos pintores eleitos pelos alunos do 11º ano para estudar o Surrealismo.

René Magritte (1898-1967)
No final dos anos 20, o belga Renée Magritte participou nas atividades do grupo surrealista de Paris, ao lado de André Breton, Paul Éluard e Salvador Dalí, embora nem sempre estivesse de acordo com as ideias do coletivo.
“Durante décadas, Magritte fabricou cartazes. Essas imagens podem ser vistas por pessoas que passam a 100/km/hora na autoestrada ou ao longe na rua. Ele utilizou essa experiência para realizar as suas pinturas. Esse trabalho continua a impressionar o público. São imagens poderosas”, afirmou o curador da sua exposição no Museu Pompidou, em Paris em 2016, Didier Ottinger.
“A relação de Magritte com os filósofos não é como uma relação entre um discípulo e um mestre. Magritte lançou-se num combate teórico com os filósofos para dizer que as imagens podiam expressar o pensamento tão bem quanto as palavras”acrescentou o curador.

Casa Museu de René Magritte


Museu René Magritte de Bruxelas

segunda-feira, 30 de março de 2020

Aniversário de Van Gogh

Van Gogh - autorretrato
Em tempos de lecionar Estética aos alunos do 11º ano, faz todo o sentido assinalar este aniversário.
Vincent Van Gogh foi um pintor pós-impressionista holandês, nascido em 1853 e falecido em 1890.
Apesar do seu talento, hoje incontestável, este pintor, de génio um tanto "fora da caixa", viveu pobremente e as suas obras foram escassamente apreciadas, não tendo vendido quase nada. Contudo, a sua obra é vasta e os seus últimos dez anos de vida, em particular, foram fortemente produtivos. Ao todo estima-se que tenha produzido cerca de 2100 obras: 860 telas a óleo, 1300 aguarelas e desenhos, esboços e gravuras. Alguns dos seus quadros hoje valem autênticas fortunas no mercado de Arte, como por exemplo "Os Girassóis".

"Noite Estrelada" - óleo sobre tela 74 cm x 92 cm, 1889, MoMa de S. Francisco
O quadro retrata a vista do quarto de Van Gogh do seu hospício em Saint Rémy-de-Provence.

"Não tenho a certeza de nada, mas a visão das estrelas faz-me sonhar". - Vincent Van Gogh

domingo, 29 de março de 2020

A palavra dos mestres em tempo de pandemia - 1

Aristóteles - (384 a.C. - 322 a. C.)

"A prudência é a maior de todas as virtudes" Aristóteles
                                           
"A prudência é o olho de todas as virtudes."  Pitágoras

Prudência ("phronésis") = sabedoria prática, sensatez

A prudência forma, junto com a coragem, a temperança e a justiça, o conjunto das quatro virtudes cardeais da Antiguidade e da Idade Média.

sábado, 28 de março de 2020

O que fazer e o que não fazer no ensino à distância



1. Respeitar escrupulosamente a relevância das tarefas para as Unidades Programáticas que estão a ser lecionadas à distância, deixando isso muito claro para os alunos e especificando essa ligação e objetivos.

2. As tarefas e os exercícios têm a probabilidade de demorar duas vezes mais tempo para concluir em casa, devido à interferência de múltiplos fatores que nos escapam. É preciso ser realista e dar o tempo necessário.

3. É preciso dar instruções claras e indicar prazos concretos para o cumprimento das tarefas e o seu envio. Evitar as instruções vagas ou confusas e parágrafos demasiado longos, que levem à dispersão dos objetivos.

4. Pedir tarefas exequíveis: não demasiado longas ou excessivamente difíceis para o grau de ensino em apreço. É preciso adequar os tempos e ter em conta os recursos disponíveis dos alunos, que podem variar.

5. Não pedir tarefas sobrepostas em várias plataformas de ensino em simultâneo. Se é num grupo on-line, é para aí que vamos focar. Se é em comunicação individual, por exemplo, via e-mail, então será desse modo.

6. É preciso treinar a Empatia e tentar colocar-se no lugar do outro. Não podemos considerar apenas o nosso lado.

7. Devemos pensar que os nossos e.mails podem ser vistos por outras pessoas que estão com os alunos, pelo que nunca devemos misturar questões pessoais com questões profissionais.

8. Estimular a troca de comunicações de caráter didático entre os alunos mais fortes e os alunos mais fracos.

9. Disponibilizar-se para esclarecer dúvidas e prestar apoio em questões específicas, estabelecendo horário. Não se deve estar on-line com os alunos todos os dias a toda a hora. Resguardar as noites e os fins de semana, pelo menos.

10. Acompanhar à distância o andamento dos trabalhos, as dificuldades concretas encontradas e a progressão das aprendizagens.

11. Rever e aperfeiçoar os meios utilizados, e, se for o caso, experimentar plataformas alternativas.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Filosofando em casa

A época que vivemos é completamente atípica. Nada faria prever que, no nosso tempo de vida, tivessemos de sentir na pele algo parecido com o que o Mundo viveu em 1918, assolado por outra pandemia gripal, a terrível pneumónica.
Em pouco mais de dois dias, professores e alunos tiveram de fazer piruetas informáticas e aprender empiricamente o ensino à distância.
Da minha experiência destas duas semanas de paragem de atividades presenciais, devo dizer que todos os meus alunos corresponderam à chamada e enviaram, melhores ou piores, os seus trabalhos. Tiro o meu chapéu a esta juventude, que já nasceu na era digital e revela grande capacidade de adaptação às condicionantes a que fomos sujeitos de um dia para o outro.
Também em termos de Cidadania, eles se revelaram pessoas educadas e dirigiram-me os seus emails em termos corretíssimos e educadíssimos. Alguns mesmo tentando aperceber-se do meu estado de saúde.
Como professora de Filosofia, sinto-me grata por ter conseguido guiar o meu instinto para fins didáticos.
Até Abril, meus meninos. Isto há-de passar!