quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Dia Mundial da Filosofia - As experiências em animais - 3

A LEGITIMIDADE DAS EXPERIÊNCIAS EM ANIMAIS

As experiências em animais são testes, em que são realizados experimentos com a utilização de animais ou como se diz “cobaias”. Estas experiências são para elaboração de novas drogas, vacinas e até novos métodos cirúrgicos. Os medicamentos que se encontram nas farmácias hoje em dia são exemplos de produtos que foram testados em animais. Na área da saúde é uma prática muito realizada, pois evita que os produtos sejam aplicados diretamente nos humanos e sim nos animais de pequeno porte como os ratos, coelhos, etc... Infelizmente, estes casos terminam quase sempre com a morte dos animais. A realização de testes em humanos só acontece com a confirmação de que o produto não causará danos ao organismo. Caso os testes com animais não fossem realizados, poderia haver graves problemas nos seres humanos e é por isso que a prática nos animais ainda acontece atualmente.

Cláudia Oliveira, 10º10

Dia Mundial da Filosofia - Erradicação da Pobreza - 5



 Erradicação da pobreza

“O maior problema da pobreza não é a falta de dinheiro, mas a falta de consciência política.” 

Juahrez Alves 

“Enquanto houver pobreza no mundo, nenhum homem poderá ser totalmente rico mesmo se tiver um bilhão de dólares. Toda a vida é interligada, estamos presos numa inevitável rede de reciprocidade, amarrados em um único fio do destino, o que afeta diretamente a um, afeta indiretamente a todos.” 

Martin Luther King 

A pobreza envolve mais do que a falta de recursos e de rendimento que garantam meios de subsistência sustentáveis. A pobreza manifesta-se através da fome e da malnutrição, do acesso limitado à educação e a outros serviços básicos, à discriminação e à exclusão social, bem como à falta de participação na tomada de decisões. 

Margarida Sérgio, nº23, 10º10

Saramago e a Filosofia

José Saramago

"Pensar, pensar

Acho que na sociedade atual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objetivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma."

José Saramago

Porque hoje é o Dia Mundial da Filosofia, aqui fica uma singela homenagem a José Saramago, no início do ano do seu centenário.

Obrigada, Marylight Góis pela lembrança.

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 12

 

Constança Freitas, 10º11

Dia Mundial da Filosofia - A desinformação, as fakenews e os riscos para a democracia - 2

 

José Carvalho, 10º11

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 11

 

Duarte Ribeiro, 10º11

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 10

 


Dia Mundial da Filosofia - Responsabilidade Ambiental - 6


Dia Mundial da Filosofia - Erradicação da Pobreza - 6

 

"É bem difícil descobrir o que gera a felicidade; pobreza e riqueza falharam nisso."

Elbert Hubbard

Margarida Pereira, 10º11

Dia Mundial da Filosofia - Migrações e Refugiados - 2


Refugiados 

Quando penso em refugiados, vem-me logo à cabeça três palavras: coragem, força e esperança. Coragem, pois tiveram a capacidade de partir para o incerto e inseguro em busca de melhores condições para si e para a sua família. 
Força, pois tiveram a resiliência necessária para a realização de uma travessia tão perigosa. 
E esperança, pois nunca esqueceram o seu sonho de uma sociedade mais justa e solidária, onde todos têm um lugar. 
De acordo com a ACNUR, “82,4 milhões de pessoas ao redor do mundo foram obrigadas a deixar as suas casas”, sendo que destas cerca de 26,4 milhões são refugiados e quase metade têm menos de 18 anos. 
Estas pessoas não tiveram escolha, foram forçadas a abandonar tudo aquilo que tinham e conheciam por motivos de guerra, perseguição, violação dos direitos humanos ou catástrofes naturais. Como se isso já não bastasse, para chegar a um porto seguro, muitos tiveram de embarcar em arriscadas e precárias travessias marítimas, de onde alguns nunca chegaram a regressar. Em muitos dos casos, as condições encontradas no país de asilo não foram propícias à construção de um novo lar. Muito pelo contrário, os refugiados são constantemente sujeitos a uma grande hostilidade e a ataques xenófobos por parte dos residentes locais, sendo comum acabarem por cair na pobreza ou clandestinidade como meio de subsistência. 
Esta é uma crise humanitária sem precedentes. Todos, direta ou indiretamente, somos afetados pelas suas consequências, daí ser necessário que todos contribuamos. Os países têm de estar mais bem preparados e equipados para receber os refugiados, pois, assim como nós, eles também têm o direito a receber asilo e a ser tratados com respeito e dignidade. 
Por sua vez, é fundamental que a população residente acolha e inclua os refugiados, permitindo a sua integração na sociedade. 
Por fim, e como fator crucial para conseguirmos pôr fim a esta situação, é urgente agir nas zonas de origem, estabelecendo paz, estabilidade e segurança. 
Em resumo, a meu ver, é nosso dever ajudar os refugiados, reintegrando-os na sociedade. Eles não tiveram escolha. Tu tens! Acolhe, integra, faz a diferença! 

Madalena Fonseca, 10ª11, nº18

Fontes: encurtador.com.br/ckpV4 
Imagem para o cartaz: encurtador.com.br/dozF1 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Dia Mundial da Filosofia - Responsabilidade Ambiental - 5

 


Dia Mundial da Filosofia - Ateísmo e Religião - 3

 

Manuel Figueiredo, 10º10

Dia Mundial da Filosofia - Responsabilidade Ambiental - 4

 


Joana Brito, 10º10

Dia Mundial da Filosofia - Ateísmo e Religião - 2

 
Lara Nunes, 10º10

Dia Mundial da Filosofia - Erradicação da pobreza - 5

 Erradicação da Pobreza


Pobreza vai embora,

como ninguém te gosta,

ninguém te quer.

Trazes mágoas

e sofrimento.


A pobreza é um problema mundial que afeta milhões de pessoas por todo o mundo. Se ela não for erradicada, as pessoas vão morrer. Para a combatermos os países precisam de se unir e ajudar os mais necessitados.

Afonso Pereira, 10-10

Dia Mundial da Filosofia - Ateísmo e Religião - 1

 O ATEÍSMO E AS DÚVIDAS SOBRE A RELIGIÃO 

A religião e a relação de cada um para com a mesma, são tópicos sensíveis e privados. No entanto, desde pequenos que nos “impingem” uma crença, o que, da minha perspetiva, é errado. A escolha de uma religião, ou de ser ateu/ateia, não devia ser um assunto de opinião pública. Geralmente, dentro de um agregado familiar as crenças são as mesmas, visto que a religião é quase uma tradição. Porém, a espiritualidade devia ser algo individual, e especial de uma forma diferente para todos. Por vezes caímos na ilusão de que todos os crentes estão completamente seguros da sua escolha, o que não é, de todo, verdade. As dúvidas em relação à religião são mais comuns do que pensamos, e não deveriam ser gozadas, nem olhadas de lado. Quando deparamos com estas dúvidas, tentamos encontrar fontes para obter respostas, o que nem sempre é possível. Eu escolhi este tema, por me identificar com ele. A minha família é católica, e por esse motivo sempre andei na catequese, e nunca o questionei, até há uns anos atrás, que foi quando comecei a ler, a ver filmes e séries sobre tópicos que me interessavam, e a partir daí comecei a expandir os meus horizontes, e a pensar pela minha própria cabeça. Vim por isso a descobrir que havia valores da igreja cristã com os quais não me identificava. Concluindo, as crenças de cada um só dizem respeito a nós próprios, e não é por não nos identificarmos a 100% com uma religião que somos mais ou menos crentes. 

Leonor Santos, nº16, 10º 11

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 9

 

“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.” Guilherme Campos, nº9, 10º11

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 8


 Igualdade e discriminação

 Todos nós sabemos que nos dias de hoje se luta cada vez mais contra todo e qualquer tipo de descriminação; mas isso não significa que as coisas alteraram muito, infelizmente ainda se verificam muitas pessoas com atitudes opressoras em relação às outras, por não ter a mesma ideologia ou por serem diferentes em algum aspeto. Isto é bastante triste pois nem todos têm as mesmas oportunidades, ainda há desigualdade na maneira com que as pessoas são tratadas, seja por questões raciais, de género, situação económica ou qualquer outro aspeto social. Temos que pelejar arduamente para tentar mudar as pessoas que ainda têm este pensamento para podermos viver num mundo de paz e em que todos se respeitam mutuamente. Só assim é que poderá haver igualdade para todas as pessoas. Mais palestras escolares sobre todo e qualquer tipo de igualdade certamente ajudaria. Todas as crianças serem educadas com um pensamento de ajuda e de igualdade mais apelativo. Cada um fazer a sua parte e dar o seu exemplo. Contudo esta reflexão serviu para dizer que só existe uma raça que é a raça humana.

Benedito Fernandes, 10º11

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 7

 

Dia Mundial da Filosofia - A desinformação, as fakenews e os riscos para a democracia

 


Dia Mundial da Filosofia - As experiências em animais - 2

 A LEGITIMIDADE DAS EXPERIÊNCIAS EM ANIMAIS 

Atualmente na nossa sociedade é muito normal os animais serem cobaias de teste de produtos, pesquisas ou até mesmo como ferramentas educacionais. 

Na minha opinião eu acho que isso é terrivelmente prejudicial à vida dos mesmos pois não se sabe o impacto que o produto inserido tem no corpo deles . 

Agora gostaria de vos mostrar um pequeno vídeo que nos faz refletir um pouco sobre este assunto : 

SALVE O RALPH - DUBLADO 

Este vídeo teve um grande impacto a nível mundial fazendo-nos refletir. 

# A Realidade Choca

Filipa Moura, 10-10

Dia Mundial da Filosofia - Responsabilidade Ambiental - 3

A Responsabilidade Ambiental

Os recursos naturais estão cada vez mais escassos e, por isso, tem de haver alguma alteração na forma de vida das populações mundiais. O ambiente é muito importante para a continuação da espécie humana e, por essa razão, temos de cuidar muito bem dele.

Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou empresariais, viradas para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento económico ajustado à proteção do meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade.

Todos os dias, devido a experiências económicas e industriais, o ambiente é posto à prova, pois estas mesmas experiências podem e poluem o ambiente e o planeta. O regime da responsabilidade ambiental aplica-se aos danos ambientais e às ameaças iminentes desses danos, causados, por exemplo, pela atividade económica.

O regime da responsabilidade ambiental visa assegurar, perante a sociedade, a reparação dos danos ambientais causados em resultado do exercício de uma atividade ocupacional, tendo como base o princípio da responsabilidade e o princípio da prevenção.

Um dos fatores mais inimigos do ambiente é claramente a poluição. Todos os dias, há empresas, famílias e mesmo produtos que poluem o ambiente. Todos os gases e fumos que saem, por exemplo das fábricas, poluem o ambiente e todos os plásticos não reutilizáveis fazem o mesmo. O oceano está cada vez mais a sofrer com o uso do plástico. É certo que os seres humanos, nalguns casos, já encontraram soluções para produtos feitos de plástico, porém, a utilização desta substância continua a causar sérios problemas ao planeta.

Com as imagens acima conseguimos perceber o problema do plástico.

Reciclar o lixo, usar a água de forma racional e consumir produtos feitos por empresas não poluidoras, são alguns exemplos de meios para proteger o ambiente. 

Gonçalo Oliveira, 10º11

Fontes:

https://apambiente.pt/avaliacao-e-gestao-ambiental/responsabilidade-ambiental

https://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/responsabilidade_ambiental.htm

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 6

 

Dia Mundial da Filosofia - Responsabilidade Ambiental - 2

 

Dia Mundial da Filosofia - Responsabilidade Ambiental - 1

 

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 5

 

Para a construção de uma sociedade “livre, justa e solidária”, não pode existir qualquer tipo de preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Um bom exemplo de discriminação hoje em dia é o caso do futebol, onde se vê uma grande injustiça com as diferenças de cor. Na minha opinião tanto a cor, como o sexo não deviam ser motivos de discriminação, pois tal como qualquer outro, têm olhos, boca, coração e uma cabeça tal como todos no mundo.

Salvador Marques 28 10º10

Dia Mundial da Filosofia - Erradicação da Pobreza - 4

Dia Mundial da Filosofia - Erradicação da Pobreza - 3

 
Carlota Santinho, 10º10

Dia Mundial da Filosofia - A legitimidade das experiências em animais

Os testes de produtos em animais é um grande problema que tem vindo a ser praticado desde há 300 a.C., realizado em todo o mundo, e cujos procedimentos causam um grande sofrimento para os animais. Praticamente, todos os remédios, terapias e métodos cirúrgicos que temos atualmente foram adquiridos através dos testes em animais. Existem vários tipos de testes que são aplicados em inúmeros animais, embora possibilite vários avanços para a medicina, facilitando a compreensão do funcionamento do corpo. A sua execução é objeto de muitos debates morais. Alegremente têm surgido diversas alternativas para mudar essa realidade, na qual, cada vez mais, se procuram maneiras de diminuir a utilização de animais para a testagem de produtos. “Porquê os animais?”, muitos perguntam; apesar de os animais parecerem diferentes dos humanos a nível fisiológico, são muito idênticos o que influencia a seu uso. Mas será que ainda é necessário as testagens em animais ? Ainda que a ciência esteja a avançar e os testes alternativos existam e estejam aos poucos a ganhar mais importância, é preciso muito investimento em pesquisa e na elaboração de novas leis para que esta realidade possa mudar. A forma mais eficiente de apoiar a causa animal é não usar produtos testados em animais e sim produtos veganos; caso não seja possível, o mais aconselhável é diminuir o consumo de produtos que são testados em animais. Com isto, “Será que esta atitude está certa? Onde fica a ética e moral?”, “Será que temos o direito de sacrificar os animais em benefício do bem estar humano?”.

Matilde Canotilho, 10º11

A história do coelho Ralph por Rodrigo Santoro

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 4

   

Diga não à desigualdade e à discriminação!!  O princípio da não discriminação e o princípio da igualdade estão indissociavelmente ligados, este é o representante da fase de desenvolvimento histórico dos direitos fundamentais. Pode-se mesmo dizer que o princípio da não discriminação é o resultado da evolução do principio da igualdade. Todos são reconhecidos como tendo direito à identidade pessoal, desenvolvimento da personalidade, capacidade de conduta civil, cidadania, boa reputação, imagem, discurso, privacidade familiar e proteção legal contra qualquer tipo de discriminação. O assédio é uma forma de discriminação. Refere-se a qualquer comportamento indesejável durante a procura de emprego ou no próprio emprego ou na formação profissional. Tem por objetivo perturbar ou constranger as pessoas, afetar a sua dignidade ou criar um ambiente ameaçador e hostil. Degradante e insultuoso. Nós somos todos iguais! Todos nós merecemos comer do mesmo pão! Ajude os próximos, porque um gesto pequeno pode significar muito para outros... 

Mirela Vintea, 10º10, 18/11/2021

Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 3


 Guilherme Batista 10º 10

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Dia Mundial da Filosofia - Erradicação da Pobreza - 2

 

     Rodrigo Ji, 10º 10


Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 2

 


Dia Mundial da Filosofia - Igualdade e Discriminação - 1


Somos todos diferentes 

Somos todos diferentes

Embora todos iguais,

Que não sejamos indiferentes,

Perante o desrespeito aos homossexuais.


Quem tem respeito a deus

Ou à sua religião

Não lhe cabe o preconceito

Muito menos a discriminação.


O racismo que existe entre nós

E que muitos o negam de praticar

Deixam a multidão feroz 

Fazendo-a procrastinar.


Por este problema devemos lutar

Para a desigualdade acabar

Pois todos viemos ao mundo

Para no mesmo habitar.


O Preconceito

Mata,

A Igualdade, 

A atenção capta.


“Conhece-te a ti mesmo

E conhecerás o universo

E os deuses”

Disse Sócrates num verso

Aos seus fregueses.


Madalena Damas, 10º10


domingo, 14 de novembro de 2021

Dia Mundial da Filosofia - Erradicação da Pobreza - 1


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Filosofia, lancei aos alunos do 10º ano um desafio para que colaborassem com alguns trabalhos voluntários. Um dos temas que sugeri foi "A erradicação da pobreza". Vários alunos corresponderam plenamente à minha solicitação e produziram os cartazes que a seguir se publicam. Considero este um belíssimo cartaz.

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

A UNESCO e o Dia Mundial da Filosofia


 Ao celebrar o Dia Mundial da Filosofia todos os anos, na terceira quinta-feira de novembro, a UNESCO destaca o valor duradouro da filosofia para o desenvolvimento do pensamento humano, para cada cultura e para cada indivíduo.

A filosofia é uma disciplina inspiradora, bem como uma prática quotidiana que pode transformar as sociedades. Ao permitir descobrir a diversidade das correntes intelectuais no mundo, a filosofia estimula o diálogo intercultural. Ao despertar as mentes para o exercício do pensamento e o confronto fundamentado de opiniões, a filosofia ajuda a construir uma sociedade mais tolerante e respeitosa. Assim, ajuda a compreender e responder aos grandes desafios contemporâneos, criando as condições intelectuais para a mudança.

A UNESCO lidera o Dia Mundial da Filosofia – mas não é a dona. Pertence a todos, em todos os lugares, que se preocupam com a filosofia.

Neste Dia do exercício coletivo, de pensamento livre, fundamentado e informado sobre os principais desafios do nosso tempo, todos os parceiros da UNESCO são incentivados a organizar diversos tipos de atividades - diálogos filosóficos, debates, conferências, oficinas, eventos culturais e apresentações em torno do tema geral do Dia, com a participação de filósofos e cientistas de todos os ramos das ciências naturais e sociais, educadores, professores, estudantes, jornalistas de imprensa e outros representantes dos media de massa, e o público em geral.

 EDIÇÃO 2021

O Dia Mundial da Filosofia 2021 deseja abrir a discussão sobre as diferentes interações do ser humano com o seu ambiente social, cultural, geográfico e político, com o objetivo subjacente de entender melhor a contribuição da filosofia nas nossas sociedades contemporâneas e os desafios que enfrentam, a pandemia em particular. A filosofia, e ainda mais a filosofia intercultural, preocupa-se com o contexto e, portanto, está na sua própria essência, preocupada com a transformação da sociedade.


Contactowpd@unesco.org(link envia e-mail)

18 de Novembro - Dia Mundial da Filosofia


Rafael Sanzio - Escola de Atenas (detalhe)

Celebrado pela UNESCO desde 2002, o Dia Mundial da Filosofia é assinalado na terceira quinta-feira do mês de novembro. De entre as finalidades propostas para esta celebração, encontra-se a ideia de que o ensino da filosofia deve ser alargado a um maior número de países, dada a relevância da filosofia para o desenvolvimento de um pensamento crítico.

Nas últimas décadas, a UNESCO tem publicado múltiplos documentos sobre o ensino da filosofia no mundo, sobre filosofia para crianças e jovens e sobre a relação entre o ensino da filosofia e a democracia.

Todos os anos a UNESCO identifica um tema específico e publica uma declaração do(a) Diretor(a)-Geral relativa à celebração desse ano.

Na minha Escola procuramos redefinir e atualizar a pertinência do ensino da Filosofia e do exercício do Filosofar no mundo e nas escolas. 

Todos os anos os alunos são convidados a participar na comemoração deste dia, colaborando em tarefas de grupo ou reflexões individuais sobre os mais variados temas. 

Vou aguardar com expectativa para ver qual a motivação dos meus alunos para aderir a esta iniciativa.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

A brasileira escondida na COP26


Não, esta bela foto de Txai Suruí em Glasgow não é de nenhum grande jornal brasileiro. É de uma reportagem do The New York Times sobre a brasileira que brilhou na abertura da COP26.

Enquanto Txai Suruí discursava para os líderes mundiais, em defesa da Terra, dos povos e dos bichos das florestas, o presidente do Brasil fazia turismo na Itália ao lado do filho Carluxo e de um grupo de militares.

A foto é de Oli Scarff, da France-Presse/Getty Images. Nenhum dos grandes jornais brasileiros, nenhum, deu na capa a foto de Txai Suruí. Nem essa, nem a do discurso. Deram só nos cantinhos. Essa aí, tirada do NYT, também está no UOL.

A brasileira que falou para o mundo mora em Rondônia, tem 24 anos, é do povo Paiter Suruí e fundadora do Movimento da Juventude Indígena no Estado. Txai é estudante de Direito.

O único jornal online da grande imprensa que deu ontem na capa do site a foto de Txai Suruí discursando em Glasgow foi o Globo. Só os jornais e sites independentes, além dos blogs, destacaram a presença da estudante.

Hoje, nenhum dos grandes jornais deu a imagem na capa em suas versões impressas.

Nos anos 70, nos piores momentos da ditadura, quando as redações eram tomadas por militantes ambientalistas, é quase certo que Txai Suruí seria imposta aos editores pelos repórteres de ecologia (como eram chamados) como imagem de capa.

Hoje, não. Txai Suruí somente sairia na capa dos jornais se estivesse vestindo uma camisa do Flamengo com a propaganda das lojas (...)

Abaixo, o discurso que a brasileira fez na aberta da conferência:

“Meu nome é Txai Suruí, eu tenho só 24, mas meu povo vive há pelo menos 6 mil anos na floresta Amazônica. Meu pai, o grande cacique Almir Suruí me ensinou que devemos ouvir as estrelas, a Lua, o vento, os animais e as árvores.

Hoje o clima está esquentando, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, nossas plantações não florescem como antes. A Terra está falando. Ela nos diz que não temos mais tempo.

Uma companheira disse: vamos continuar pensando que com pomadas e analgésicos os golpes de hoje se resolvem, embora saibamos que amanhã a ferida será maior e mais profunda?

Precisamos tomar outro caminho com mudanças corajosas e globais. Não é 2030 ou 2050, é agora!

Enquanto vocês estão fechando os olhos para a realidade, o guardião da floresta Ari Uru-Eu-Wau-Wau, meu amigo de infância, foi assassinado por proteger a natureza.

Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática, por isso devemos estar no centro das decisões que acontecem aqui. Nós temos ideias para adiar o fim do mundo.

Vamos frear as emissões de promessas mentirosas e irresponsáveis; vamos acabar com a poluição das palavras vazias, e vamos lutar por um futuro e um presente habitáveis.

É necessário sempre acreditar que o sonho é possível.

Que a nossa utopia seja um futuro na Terra. Obrigada!”

(Por Moisés Mendes, in DCM, Brasil, 3/11/2021)

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

O "Pão-por-Deus"

 

«Em Portugal, no dia de Todos-os-Santos as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o pão-por-deus de porta em porta. As crianças quando pedem o pão-por-deus recitam versos e recebem como oferenda: pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro. Em algumas povoações chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

Esta tradição teve origem em Lisboa em 1756 (1 ano depois do terramoto que destruiu Lisboa). Em 1 de Novembro de 1755 ocorreu o terramoto que destruiu Lisboa, no qual morreram milhares de pessoas e a população da cidade, que era na sua maioria pobre, ainda mais pobre ficou.
Como a data do terramoto coincidiu com uma data com significado religioso (1 de Novembro), de forma espontânea, no dia em que se cumpria o primeiro aniversário do terramoto, a população aproveitou a solenidade do dia para desencadear, por toda a cidade, um peditório, com a intenção de minorar a situação paupérrima em que ficaram.

As pessoas, percorriam a cidade, batiam às portas e pediam que lhes fosse dada qualquer esmola, mesmo que fosse pão, dado grassar a fome pela cidade. E as pessoas pediam: "Pão por Deus".
Esta tradição perpetuou-se no tempo, sendo sempre comemorada neste dia e tendo-se propagado gradualmente a todo o país.

Até meados do séc. XX, o "Pão-por-Deus" era uma comemoração que minorava as necessidades básicas das pessoas mais pobres (principalmente na região de Lisboa). Noutras zonas do país, foram surgindo variações na forma e no nome da comemoração. A designação indicada acima (Dia dos Bolinhos) em Lisboa nunca foi utilizada, nem era sequer conhecido este nome.

Nas décadas de 60 e 70 do séc. XX, a data passou a ser comemorada, mais de forma lúdica, do que pelas razões que criaram a tradição e havia regras básicas, que eram escrupulosamente cumpridas:
- Só podiam andar a pedir o "Pão-por-Deus", crianças até aos 10 anos de idade (com idades superiores as pessoas recusavam-se a dar).
- As crianças só podiam andar na rua a pedir o "Pão-por-Deus" até ao meio-dia (depois do meio-dia, se alguma criança batesse a uma porta, levava um "raspanete", do adulto que abrisse a porta).

A partir dos anos 80 a tradição foi gradualmente desaparecendo e, atualmente, raras são as pessoas que se lembram desta tradição.

No entanto, datas que não têm nada a ver com as tradições portuguesas, mas que comercialmente são mais "atraentes" para o comércio, são adotadas rapidamente (caso do Dia das Bruxas, do Dia dos Namorados e afins).

Até a comunicação social, contribui para o empobrecimento da memória coletiva. Neste dia todas as estações de TV, Rádio e jornais, falam no Halloween, ignorando completamente o "Pão-por-Deus".»

Memórias do terramoto de Lisboa em 1755





Hoje a Câmara Municipal de Lisboa publica a seguinte memória:

«Há 266 anos o dia estava quente e muitos lisboetas preparavam-se para ir à missa das dez. Às 9h40 a terra estremece três vezes em 17 minutos, ouviu-se um estrondo e logo o mar se levantou e a seguir deflagraram os incêndios.
Vale a pena ler a descrição desta catástrofe por Jacome Ratton, que a viveu. »

 “Entre os acontecimentos extraordinários da minha vida não devo omitir a meus filhos o que passei na ocasião do memorável terramoto de Lisboa, que teve lugar no 1.º de Novembro de 1755, pelas nove horas e meia da manhã; e como fosse dia de Todos os Santos, tinha eu ido à missa à Igreja do Carmo, cujo teto era de abóbada de pedra, e derrubado matou muito povo que ali se achava, de cujo perigo escapei por ter ido mais cedo, e me achar na dita hora nas águas furtadas das minhas casas, mostrando a um comprador uma partida de papel, que nos tinha vindo avariado, e ali se tinha posto a enxugar.

Ao sentir o primeiro abalo me ocorreram muitas reflexões tendentes a salvar a minha vida, e não ficar sepultado debaixo das ruínas da própria casa, ou das vizinhas, se descendo as escadas fugisse para a rua; mas tomei o partido de subir ao telhado, nas vistas de que abatendo a casa eu ficasse sempre superior às ruínas. Já quando eu tomei este expediente era tanta a poeira, que, à maneira do mais denso nevoeiro, impedia a vista, a duas braças de distância; só passados alguns minutos, que a dita poeira se foi dissipando, é que eu pude ver o interior das casas vizinhas, por terem caído as paredes fronteiras, até aos primeiros andares, ficando os telhados apenas sustidos pelas paredes divisórias. Seus habitantes, alguns ainda em camisa, correndo espavoridos de uma a outra parte imprecavam os auxílios do Céu, e dos homens, em seu socorro. À vista desta horrível cena, me resolvi descer as escadas, e fugir para a rua, a fim de buscar alguma parte aonde me julgasse mais seguro. Ao descer as escadas encontrei meus pais, que aflitos me buscavam nas ruínas de um grande pano de chaminé que tinha caído, e debaixo do qual me julgavam sepultado. Foi inexplicável o nosso contentamento quando nos encontrámos; mas eu sem perder tempo lhes pedi que me acompanhassem para o largo mais próximo, que era ao fundo da Rua do Alecrim; e encontrando de passagem D. Maria Castre, nossa vizinha, pouco mais ou menos da minha idade, que também fugia, a tomei pelo braço, e seguimos a Rua dos Remolares por cima de entulhos, e muitos corpos mortos, até à beira-mar, aonde nos julgávamos mais seguros. Pouco depois de ali termos chegado, assim como muita gente, se gritou que o mar vinha saindo furiosamente dos seus limites: facto que presenciámos, e que redobrou o nosso pavor, obrigando-nos a retroceder pelo mesmo caminho, e a procurar, pela Rua de S. Roque, o alto da Cotovia, então obras do Conde de Tarouca, depois Patriarcal, e hoje Erário novo, aonde também vieram ter, por diversos caminhos, meus pais, e os parentes da dita senhora, todos na maior inquietação por não saberem uns dos outros, como aconteceu a imenso povo, que procurou aquele sítio descampado, então terras de pão,(...)
O descampado daquele alto dava lugar a descobrir-se a cidade por todos os lados, a qual, logo que foi noite, apresentou à vista o mais horrível espectáculo das chamas que a devoravam cujo clarão alumiava, como se fosse dia, não só a mesma cidade, mas todos os seus contornos, não se ouvindo senão choros, lamentações, e coros entoando o Bendito, ladainhas, e Miserere.“
Recordações de Jacome Ratton, Lisboa, (1.ª edição: Londres, 1813)

O que é o Halloween?

A noite de 31 de Outubro é muitas vezes assinalada como a noite de Halloween ou a noite das bruxas e o dia 1 de Novembro como o dia dos mortos. Coincide com o dia de Todos os Santos e é feriado no mundo católico. 

Depois das tropelias da noite anterior, as pessoas dirigem-se aos cemitérios para relembrar os seus familiares falecidos e honrar a sua memória colocando flores frescas ou acendendo velas.

O Halloween não era (e não é) uma tradição das nossas terras. Crê-se que era uma festividade Celta, com cerca de 2000 anos de existência. Terá sido levada depois para os Estados Unidos pelos migrantes de origem britânica e até hoje é comemorada sobretudo nos países anglófonos.

Em Portugal, é apenas mais uma moda, importada dos EUA e muitos associada a interesses comerciais.

Mas voltemos às origens do Halloween:

«O Dia das Bruxas - Halloween é o nome original na língua inglesa - é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxónicos, com especial relevância nos EUA, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos.

A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Gostosuras ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. 

Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").

A celebração do Halloween tem duas origens que no decurso da História se foram misturando: origem Pagã e origem Católica.

A primeira tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo prestar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 A.C.) acabou por misturar a cultura latina com a celta, sendo que esta última se desvaneceu com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades.  Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de Novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam origem ao ano novo celta.

A "festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam "o céu e a terra" (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar os seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.

A origem Católica prende-se com o facto de, desde o século IV, a Igreja da Síria consagrar um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV (615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses  num templo cristão que é hoje o Panteão de Roma, dedicando-o a "Todos os Santos".

A festa em honra de Todos-os-Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de Maio, mas o Papa Gregório III (741) mudou a data para 1º de Novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de Outubro).

Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween". »


(In Pérola de Cultura adaptado da Wikipédia)