Refugiados
Quando penso em refugiados, vem-me logo à cabeça três palavras: coragem, força e
esperança. Coragem, pois tiveram a capacidade de partir para o incerto e inseguro em busca
de melhores condições para si e para a sua família.
Força, pois tiveram a resiliência necessária
para a realização de uma travessia tão perigosa.
E esperança, pois nunca esqueceram o seu
sonho de uma sociedade mais justa e solidária, onde todos têm um lugar.
De acordo com a ACNUR, “82,4 milhões de pessoas ao redor do mundo foram obrigadas a
deixar as suas casas”, sendo que destas cerca de 26,4 milhões são refugiados e quase metade
têm menos de 18 anos.
Estas pessoas não tiveram escolha, foram forçadas a abandonar tudo
aquilo que tinham e conheciam por motivos de guerra, perseguição, violação dos direitos
humanos ou catástrofes naturais. Como se isso já não bastasse, para chegar a um porto
seguro, muitos tiveram de embarcar em arriscadas e precárias travessias marítimas, de onde
alguns nunca chegaram a regressar.
Em muitos dos casos, as condições encontradas no país de asilo não foram propícias à
construção de um novo lar. Muito pelo contrário, os refugiados são constantemente sujeitos a
uma grande hostilidade e a ataques xenófobos por parte dos residentes locais, sendo comum
acabarem por cair na pobreza ou clandestinidade como meio de subsistência.
Esta é uma crise humanitária sem precedentes. Todos, direta ou indiretamente, somos
afetados pelas suas consequências, daí ser necessário que todos contribuamos. Os países têm
de estar mais bem preparados e equipados para receber os refugiados, pois, assim como nós,
eles também têm o direito a receber asilo e a ser tratados com respeito e dignidade.
Por sua
vez, é fundamental que a população residente acolha e inclua os refugiados, permitindo a sua
integração na sociedade.
Por fim, e como fator crucial para conseguirmos pôr fim a esta
situação, é urgente agir nas zonas de origem, estabelecendo paz, estabilidade e segurança.
Em resumo, a meu ver, é nosso dever ajudar os refugiados, reintegrando-os na sociedade. Eles
não tiveram escolha. Tu tens! Acolhe, integra, faz a diferença!
Madalena Fonseca, 10ª11, nº18
Fontes: encurtador.com.br/ckpV4
Imagem para o cartaz: encurtador.com.br/dozF1
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