quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Dia Mundial da Filosofia - Migrações e Refugiados - 2


Refugiados 

Quando penso em refugiados, vem-me logo à cabeça três palavras: coragem, força e esperança. Coragem, pois tiveram a capacidade de partir para o incerto e inseguro em busca de melhores condições para si e para a sua família. 
Força, pois tiveram a resiliência necessária para a realização de uma travessia tão perigosa. 
E esperança, pois nunca esqueceram o seu sonho de uma sociedade mais justa e solidária, onde todos têm um lugar. 
De acordo com a ACNUR, “82,4 milhões de pessoas ao redor do mundo foram obrigadas a deixar as suas casas”, sendo que destas cerca de 26,4 milhões são refugiados e quase metade têm menos de 18 anos. 
Estas pessoas não tiveram escolha, foram forçadas a abandonar tudo aquilo que tinham e conheciam por motivos de guerra, perseguição, violação dos direitos humanos ou catástrofes naturais. Como se isso já não bastasse, para chegar a um porto seguro, muitos tiveram de embarcar em arriscadas e precárias travessias marítimas, de onde alguns nunca chegaram a regressar. Em muitos dos casos, as condições encontradas no país de asilo não foram propícias à construção de um novo lar. Muito pelo contrário, os refugiados são constantemente sujeitos a uma grande hostilidade e a ataques xenófobos por parte dos residentes locais, sendo comum acabarem por cair na pobreza ou clandestinidade como meio de subsistência. 
Esta é uma crise humanitária sem precedentes. Todos, direta ou indiretamente, somos afetados pelas suas consequências, daí ser necessário que todos contribuamos. Os países têm de estar mais bem preparados e equipados para receber os refugiados, pois, assim como nós, eles também têm o direito a receber asilo e a ser tratados com respeito e dignidade. 
Por sua vez, é fundamental que a população residente acolha e inclua os refugiados, permitindo a sua integração na sociedade. 
Por fim, e como fator crucial para conseguirmos pôr fim a esta situação, é urgente agir nas zonas de origem, estabelecendo paz, estabilidade e segurança. 
Em resumo, a meu ver, é nosso dever ajudar os refugiados, reintegrando-os na sociedade. Eles não tiveram escolha. Tu tens! Acolhe, integra, faz a diferença! 

Madalena Fonseca, 10ª11, nº18

Fontes: encurtador.com.br/ckpV4 
Imagem para o cartaz: encurtador.com.br/dozF1 

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