A UNESCO selecionou em 1996 este dia como o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
É incontornável a importância que a leitura tem na nossa vida. Seria impensável vivermos nos dias de hoje sem ler, já que a comunicação assume uma posição fundamental nas nossas relações, quer pessoais, quer laborais. Não é por acaso que o nível de literacia dos povos é um dos critérios para aferir o nível de desenvolvimento dos países. Portugal já só tem níveis baixos de analfabetismo entre as gerações mais idosas e sobretudo em localidades do interior. Mas no início do século XX, a sua taxa era de 80%.
Se é verdade que lemos cada vez menos em papel e mais em écrans, nem sempre assim foi.
Mas, não faz sentido falarmos de livros e de leitura, sem falarmos de escrita. Elas são as duas faces da mesma moeda. Escrevemos para ler e lemos enquanto escrevemos. Uma não existe sem a outra.
Os nossos antepassados da Pré-História começaram por gravar figuras e símbolos nas paredes rochosas das cavernas, depois em pedras ou pedaços de madeira, mais tarde em placas metálicas e por fim em rolos de papiro. Aquilo que se começou a assemelhar a um livro, veio a ganhar forma.
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| Papiros descobertos no Egito no século XX (c. 1952) |
Em civilizações como a Grega, a Romana e também no Egito, esses rolos, escritos com tinta artesanalmente produzida, ganharam uma importância fundamental, não só na transmissão do conhecimento, como no repositório e arquivo de documentos, mais ou menos valiosos, que viriam a ser guardados para o futuro.
É claro que muita da história do conhecimento da humanidade se foi perdendo ao longo dos séculos, mercê de e roubos e pilhagens, terramotos e incêndios, como foi o caso da terrível destruição da Biblioteca de Alexandria; nela residiam cerca de 40.000 rolos de papiro, autênticos tesouros de sabedoria da época clássica, nomeadamente escritos de Ptolomeu, Hypatia e outros mestres da Antiguidade.
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| Imagens ficcionais da Biblioteca de Alexandria e do seu incêndio. |
Os livros na Idade Média assumiram uma outra dimensão; as iluminuras e os estilos de caligrafia pacientemente elaborados por frades copistas e depois cosidos à mão, predominavam essencialmente nos mosteiros, locais por excelência dedicados ao estudo e ao ensino. Esses mosteiros vieram mais tarde a dar origem aos colégios ligados a ordens religiosas, que, de certo modo, mantêm uma tradição até hoje.
Por exemplo, Descartes frequentou um deles, dos Jesuítas. Mas Descartes já nasceu numa época em que os livros eram impressos, o que veio possibilitar a divulgação da leitura em escala pública.
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| Monumento em Berlim |
Os livros puderam então sair dos segredos das bibliotecas religiosas e chegar a meios laicos e a outras camadas de pessoas, que não só os nobres ou os religiosos. Pouco a pouco, a leitura foi-se expandindo, até chegar à invenção daquilo que conhecemos como jornais, que chegaram a ter grandes tiragens nas tipografias tradicionais e antes dos processos eletrónicos.
Hoje tornou-se muito fácil escrever em teclados e ler em écrans, mas sem Gutemberg, nada disto seria assim.
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| Ilustração de (C)José Ruy, para a Banda Desenhada sobre Gutemberg (Cortesia de Maria Fernanda Pinto) |
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