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| A morada dos deuses do Olimpo na Mitologia Grega |
Mário Sérgio Cortella - Comentário ao vídeo sobre religião e
religiosidade
Eu faço (e fiz) a escolha de acreditar na ciência, como forma de confrontar a imensidão das incertezas que tenho em relação a tudo. Claramente ninguém quer morrer num denso mar de incertezas, mas sim respirar calmamente em momentos de segurança, que são promovidos pela crença. A inferência desse raciocínio é que todas as crenças surgem como solução do mesmo problema: a falta de paz e insegurança no desconhecido. Tal como o filósofo Mário Sérgio Cortella refere, da mesma forma que podemos dar credibilidade ao horóscopo, podemos dar à ciência, ao amor, aos deuses. É tudo uma questão de escolha. Tal que pode ser interpretada de forma binária: 1 ao ser concretizada e 0 ao não ser. Por outras palavras, a escolha promove a exclusão, porquanto 1 sempre será 1 e nunca 0 e, analogamente, 0 sempre será 0 e nunca 1.
Apesar de concordar com a ideia de nós - humanos - sermos capazes de "alterar a nossa rota" dado o nosso livre arbítrio, discordo com a constância comportamental dos animais declarados como não-racionais... parece uma perspetiva tão aristotélica! Dados os avanços nos campos de biologia cognitiva e psicologia, acredito que não haja muito sentido em tal associação.
O questionamento, tal como a constante dúvida, surge como forma de enxergar outras opções, outros caminhos a serem seguidos. Entretanto, como tudo, há extremos. O professor cita a falta de dúvidas e o excesso delas, o que me faz questionar em qual extremo se localizam "os verdadeiros questionadores", os amantes da Pseudociência. Como podem ter tantas certezas se tudo negam?
Escreveu Blaise Pascal: "Que é um homem diante
do infinito? Afinal, que é o homem dentro da natureza? Nada, em relação ao
infinito; tudo em relação ao nada; um ponto intermediário entre o tudo e o nada
(...)".
Será que a formalização da religiosidade surge
como resultado do desespero de estar entre o tudo e o nada?
Será a religião só uma forma de suprir o vazio da nossa própria existência?
Há acaso, na coincidência da vontade de Deus com a das pessoas que dizem saber a sua vontade?
Escolher no que crer não é também escolher a prisão na qual viver?
Quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso?
Se vivemos em função de algo que não trazemos - durante o nascimento - nem levamos - durante a morte - qual é a finalidade da vida? O que nos motiva?"
Será a religião só uma forma de suprir o vazio da nossa própria existência?
Há acaso, na coincidência da vontade de Deus com a das pessoas que dizem saber a sua vontade?
Escolher no que crer não é também escolher a prisão na qual viver?
Quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso?
Se vivemos em função de algo que não trazemos - durante o nascimento - nem levamos - durante a morte - qual é a finalidade da vida? O que nos motiva?"
© Guilherme Marcello, "Análise e compreensão da experiência religiosa", 11º ano.
(Foi mantida a grafia segundo a norma brasileira, de acordo com a nacionalidade do aluno).
(Foi mantida a grafia segundo a norma brasileira, de acordo com a nacionalidade do aluno).

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