![]() |
| Os 10 mandamentos de Moisés gravados em pedra |
No âmbito dos Valores Religiosos, faz sentido escutarmos com atenção um depoimento do filósofo Mário Sérgio Cortella, Professor da P.U.C. de S.Paulo, que explica as diferenças entre religião e religiosidade, ligando esses conceitos com as emoções e sentimentos ligados aos fenómenos da fé.
A sua explanação, em forma de entrevista, evoca os rituais sagrados de vários povos da Antiguidade e o exemplo de várias religiões que, ao longo dos séculos, atestam a ligação "Entre o Céu e a Terra", isto é, entre o Divino e o Humano, até na Arte.
São 33 minutos de boas reflexões.

Eu achei este vídeo muito interessante apresentando ideias que eu tinha mas que nunca tinha pensado profundamente. Como por exemplo a ideia que "toda a escolha é uma exclusão" é algo que se sabe mas não pensamos no valor irónico e sarcástico que essa frase tem. Uma ideia que eu não tinha mas que faz sentido é que o mal não existe, o que existe é a ausência do bem. Isto até vai de encontro a uma matéria dada sobre Deus e o Génio Maligno pois não faz sentido Deus ter criado o mal. Do vídeo o que me deixou mais pensativo foi a pergunta:"Por que é que existe alguma coisa e não o nada?". A pergunta não me deixou pensativo devido à linguagem mas sim devido a ser uma verdade que não tem resposta. Este vídeo apesar de ser grande recomendo imenso pois faz bem nestes dias de hoje abrir a mente e pensar em algo tão profundo que ponha a realidade em dúvida.
ResponderEliminarCaro Unknown, poderia por favor identificar-se, nem que seja somente com a turma e número, se fizer o favor?
EliminarMuito obrigada.
Consigo identificar o texto como sendo do Duarte, certo? :-)
EliminarAchei especialmente interessante a ligação entre a ideia de liberdade dos deuses que se transportou mais tarde para o livre arbítrio humano, podemos perceber que as concepções feitas por humanos acabam por expressar as suas necessidades e desejos. Achei também curioso o facto de não podermos ter religião sem ética, visto que a religião acaba por ser uma imposição universal ética para os humanos que a seguem. Foi de veras um vídeo interessante que me fez pensar em temas que antes levava como desinteressantes, recomendo!
ResponderEliminarEstou de acordo, Rodrigo.
EliminarObrigada pelo comentário.
Começo por dizer que achei este vídeo bastante interessante e que me despertou curiosidade para vários temas. O tema da religião não era novidade para mim, mas a verdade é que me deu diferentes perspetivas das que eu tinha, como por exemplo o facto da religião ser uma escolha, logo ser automaticamente uma exclusão.
ResponderEliminarA religião pode também dar diferentes sentidos à vida, no sentido em que pode dar-nos um propósito na vida e tentar ajudar-nos a viver melhor, mas para outros pode leva-los a viver de forma escravizada.
Outra das questões que achei bastante interessante foi o facto de "não existir mal, mas sim a ausência do bem", o que faz bastante sentido pois sendo Deus o criador de tudo não faria sentido criar o mal.
Por fim queria deixar aqui três perguntas que foram referidas no vídeo que me deram muito que pensar e que considerei bastante interessantes: - Porque é que existe alguma coisa e não nada?
Porque razão vivemos para morrermos?
Qual a finalidade da vida?
Recomendo a visualização deste vídeo pois aborda temas bastante importantes!
Realmente, algumas questões merecem uma reflexão mais aprofundada.
EliminarObrigada pelo seu comentário.
[2019-20][11º3ª][nº13]
ResponderEliminarConsidero interessante e comovente relacionar o comportamento natural humano com ciências como a Matemática/Estatística através do estudo da tendência/probabilidade: "A ciência como forma de representar a realidade". É uma ideia que me agrada muito, pois é extremamente reconfortante.
Eu faço (e fiz) a escolha de acreditar na ciência, como forma de confrontar a imensidão das incertezas que tenho em relação à tudo. Claramente ninguém quer morrer num denso mar de incertezas, mas sim respirar calmamente em momentos de segurança, que são promovidos pela crença. A inferência desse raciocínio é que todas as crenças surgem como solução do mesmo problema: a falta de paz e insegurança no desconhecido. Tal como o filósofo Mário Sérgio Cortella refere, da mesma forma que podemos dar credibilidade ao horóscopo, podemos dar à ciência, ao amor, aos deuses. É tudo uma questão de escolha. Tal que pode ser interpretada de forma binária: 1 ao ser concretizada e 0 ao não ser. Por outras palavras, a escolha promove a exclusão, porquanto 1 sempre será 1 e nunca 0 e, analogamente, 0 sempre será 0 e nunca 1.
Apesar de concordar com a ideia de nós - humanos - sermos capazes de "alterar a nossa rota" dado o nosso livre arbítrio, discordo com a constância comportamental dos animais declarados como não-racionais... parece uma perspetiva tão aristotélica! Dados os avanços nos campos de biologia cognitiva e psicologia, acredito que não haja muito sentido em tal associação.
O questionamento, tal como a constante dúvida, surge como forma de enxergar outras opções, outros caminhos a serem seguidos. Entretanto, como tudo, há extremos. O professor cita a falta de dúvidas e o excesso delas, o que me faz questionar em qual extremo se localizam "os verdadeiros questionadores", os amantes da Pseudociência. Como podem ter tantas certezas se tudo negam?
Escreveu Blaise Pascal: "Que é um homem diante do infinito? Afinal, que é o homem dentro da natureza? Nada, em relação ao infinito; tudo em relação ao nada; um ponto intermediário entre o tudo e o nada (...)".
Será que a formalização da religiosidade surge como resultado do desespero de estar entre o tudo e o nada?
Será a religião só uma forma de suprir o vazio da nossa própria existência?
Há acaso, na coincidência da vontade de Deus com a das pessoas que dizem saber a sua vontade?
Escolher no que crer não é também escolher a prisão na qual viver?
Quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso?
Se vivemos em função de algo que não trazemos - durante o nascimento - nem levamos - durante a morte - qual é a finalidade da vida? O que nos motiva?
Muito interessante o seu comentário. Gostei muito.
ResponderEliminarSendo um "comentário" do latim commentarium, remete a uma observação ou crítica e não a um simples resumo do vídeo e a exibição das suas perguntas.
ResponderEliminarO Professor Mário Sérgio Cortella visa debruçar não só sobre a diferença de religião e religiosidade mas principalmente, como sugere o título, as intermitências do Céu e da Terra, colocando em questão sobre os dogmas da religião (não de cada em si mas numa maneira mais generalizada o que elas nos têm a oferecer). Começando por fazer um breve resumo das religiões, Cortella diz-nos que há as religiões sapienciais e as religiões que embutem os dogmas nos livros. As sapienciais não têm um "manual" em concreto, têm orientações de caminhos para buscar a sabedoria; já as outras ditam a sabedoria atrás de regras e dogmas. Isto faz o indivíduo pensar no que realmente nós buscamos: seguir regras, sabedoria ou apenas nos entregamos ingenuamente à doce confortabilidade?
Agora busco criticar os "caminhos" e sua exclusão que acredito não ser totalmente verdade: "Se sou A, então não sou o resto do alfabeto", mas quem sabe se o sujeito pode ser A,B, P (etc) em simultâneo? A prova desta interrogação é que, espero que não seja confundido com "fusões" de religiões", há inúmeras variantes das religiões Abraâmicas e hinduistas. A vertente cristã que tenta se interligar às atuais evidências da Ciência: o Panteísmo (segundo teólogos, fundado por Benedito Espinosa). Mesmo que essa "fusão" dê origem a apenas um caminho, é a resultante de dois caminhos. É possível conciliar a Ciência, que nos coloca questões de maneira diária e imprevisíveis aos dogmas monótonos e arcaicos das religiões.
Outro ponto que achei interessante em criticar, é o livre arbítrio. Um facto curioso: nem os Cristãos conseguem o definir. Há tantas controvérsias como há de Amor. Se eu quiser posso pegar numa faca e causar um homicídio, como posso tomar uma atitude bondosa. A escolha é individual, caso não fosse que moral teríamos para responsabilizar Hitler? E Napoleão? E toda a Humanidade?
A verdade, é que a religião é algo puramente egoísta, apenas se encaixa nos moldes egoístas de cada um. Os egípcios adoravam o Faraó. Os judeus mataram Jesus porque achavam que Deus era para os merecidos e não para todos. Os católicos perseguiram os protestantes porque assim iriam perder a influência na Europa clássica. Buscamos o júbilo em algo que satisfaça as nossas necessidades, por isso é que existe milhares de religiões, algo mais pujante para as nossas exigências que quando não se enquadra, blasfemamos contra Deus.
O Bem e o Mal, ao meu ver, parecem conceitos puramente ilusórios: o Bem para criar um ideal e fazer-nos persegui-lo e o Mal para controlar-nos pelo medo. Nós próprios criamos esse conceito, temos noção do que é Mal e Bem, se repararmos a nossa sociedade gira nesses termos: "Não matar" "Não roubar". Somos tão pressionados por essas ideias que acabamos por embutir que isto é o certo e o errado.
Para finalizar irei remeter às diferenças entre religião e religiosidade. Podemos ter religiosidade sem religião (por exemplo as superstições, horoscopos não necessitam de religiões) mas não o contrário, a religião obriga-nos a ter uma certa religiosidade. Porém só cabe a nós controlar a veemência com a qual temos. Se temos em demasia acabamos como fanáticos que buscamos apenas o prazer naquela religião e em minoria acabamos como religiosos não praticantes que utiliza somente o status.
Este vídeo não me trouxe ideias novas mas sim a consolidação de algumas que já tinha tido, recomendo para quem queira saber mais sobre o assunto e também recomendo pesquisar sobre Espinosa.
Obrigada pelo seu comentário, Ruben. Estou de acordo.
EliminarJoão Figuinha nº16 11º3ª
ResponderEliminarQuero começar por dizer que gostei muito deste vídeo e que me fez ver algumas coisas, que já tinha pensado anteriormente, de uma maneira diferente e mais profunda. As analogias e exemplos que Mário Sérgio Cortella deu, fizeram com que as minhas ideias ficassem muito mais claras, e, ao mesmo tempo, aumentou a minha curiosidade e necessidade por "saber". Saber a origem de tudo, o porquê das coisas, se tudo o que sabemos é, de facto, real, ou não passa apenas de adaptações que o ser humano fez/faz de modo a visualizar um acontecimento, ainda que não seja o que acontece na realidade. Não sei se me estou a fazer entender, mas na minha cabeça faz sentido.
Também queria referir que concordo com tudo que Cotella disse. O que ele disse fez completo sentido para mim e acho também que ele faça uma boa abordagem a todos os temas que trata o vídeo.
Por fim, queria deixar uma frase que gostei e achei que encaixa bem com um dos temas falados por Mário Sérgio: A morte.
"Não temo a morte. Afinal, antes de nascer eu estava morto."-Mark Twain.
Este comentário foi removido pelo autor.
EliminarObrigada, Figuinha, pelo seu comentário.
EliminarEste vídeo fez-me refletir bastante, isto vem de uma pessoa que não é muito religiosa, acho que Mario Cortella, explica muito sintaticamente os conceitos de religião e religiosidade.
ResponderEliminarConcordo em todos os aspetos, mas menos em 1:
A certo ponto, Mario Cortella, afirma que ao escolher uma opção, que estamos a excluir todas as outras, mas na ciência moderna, mais especificamente na física quântica, existem estados, em não é possível este tipo de pensamento, um exemplo seria o gato de Schrödinger, uma experiência que nunca realizou.
Que consistia, num gato numa caixa, com um elemento radioativo, que dava 50% de sobrevivência ao gato.
O senso comum sugeria, que o gato estaria morto ou vivo, mas de acordo com a física quântica, no instante antes de a caixa ser aberta, o gato estaria num estado de 'morto-vivo'. O gato está igualmente 'repartido' em morto e vivo. Só no momento em que a caixa é aberta, é que conseguimos determinar o seu estado, até la o gato é apenas uma distorção de probabilidades.
É verdade, Daniel. Mas a religiosidade não obedece ao mesmo tipo de Lógica da Física Quântica, verdade? Obrigada pelo comentário.
ResponderEliminarAssistir ao vídeo do professor Mário Sérgio Cortella foi muito interessante pois o professor tem uma capacidade de transmitir ideias filosóficas de uma maneira simples, descomplicada e cativante.
ResponderEliminarNeste vídeo o professor faz-nos refletir sobre questões como a religião e a religiosidade, livre arbítrio, o bem e o mal, a morte e o desejo de imortalidade. Inicia o seu discurso falando de milagre – “Milagre na ciência não tem lugar, mas tem existência, milagre sai do mundo da natureza é o sobrenatural.”
Se a ciência não tem explicação para o milagre e se o milagre é um facto extraordinário que decorre da componente cientifica e de uma inexplicável anormalidade de um fenómeno por contrariar as leis que regem a realidade, o milagre terá que ser forçosamente atribuído a uma intervenção sobrenatural.
Assim como dizia Albert Einstein “A ciência sem fé é coxa, a religião sem ciência é cega.” Com essa visão Einstein afirmava que o método cientifico não pode ensinar nada para além do modo como os factos se relacionam e quais as relações de causa e efeito entre eles, não cabe aos cientistas negar a existência de Deus, mas apenas tentar explicar fenómenos que ocorrem em torno de nós sem recorrer a hipóteses que não podem ser comprovadas com a existência de Deus.
Por fim o professor Cortella fala da morte e dos rituais funerários, que são uma forma de recusa à morte, o nosso desejo de imortalidade e de não nos conformarmos com a morte, questionando assim: “Porquê que existe alguma coisa e não nada?”, “Para quê nascer e depois morrer?”, “Volto?”, “Fico?”…. “Qual a finalidade da vida?”
O questionamento, o desconhecimento, a procura, a dúvida e a incerteza são angustiantes, no entanto o facto que mais nos atormenta e inquieta é sem dúvida a morte. O mistério que existe para além da vida.
“São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência.” – Milan Kundera
Leonor Amaral nº29 11º4
Tem razão, Leonor.
ResponderEliminarObrigada pelo seu comentário.
Gostei muito do vídeo e acho que é um vídeo muito interessante, um dos pontos que eu achei mais interessante e que me fez pensar foi o facto de o professor Mário Sérgio Cortella ter feito a distinção entre religião e religiosidade, onde ele refere que os milagres podem ser manifestações de religiosidade, como por exemplo, quando apreciamos algo da natureza, um rio a correr ou um bando de pássaros, tudo isto são que coisas que podemos considerar milagres num âmbito de religiosidade pois somos nós que lhe damos esse valor, o que me leva a outro ponto que me interessou bastante e que é algo que eu nunca tinha pensado e acho que foi muito bem explicado pelo professor, que é o facto de religião é quando aplicamos a religiosidade de forma a criar um credo e isto é algo com que eu sem duvida concordo e que parece ser algo tão simples e em plena vista que me surpreende como eu nunca tinha pensado nisso, o que me deixou a pensar e fez com que eu chegasse à conclusão que todos nós podemos criar religiões, ou seja, pegar na religiosidade que nós sentimos por algo ou em relação a algo e aplicar esse sentimento de forma a nos guiarmos por ele.
ResponderEliminarObrigada pelo comentário, Dinis.
EliminarAchei bastante interessante o que o professor mencionou relativamente às pessoas que “não acreditam na previsão do tempo mas acreditam no horóscopo”. Este é um ótimo exemplo pois através dele conseguimos ter uma perceção da hipocrisia das pessoas, que dizem apenas guiar-se pela ciência, face ao desespero de não saber o que se passará no futuro. Deste modo as pessoas por vezes acabam por não dar credibilidade a uma área do conhecimento (ex: a meteorologia) no entanto acabam por dar essa credibilidade, neste caso, ao horóscopo, que não tem uma base de fundamentação empírica.
ResponderEliminarNão concordei totalmente com o que o professor disse relativamente à exclusão,ou seja, ele diz que ao descrever-me excluo todas as outras características por exemplo, se eu digo que sou uma pessoa alegre, então não sou uma pessoa triste, sisuda, infeliz... sendo então esses adjetivos excluídos. No entanto ao dizer que sou aluna, não excluo a possibilidade de ser também trabalhadora podendo conciliar ambas as funções, ou, por exemplo, ao dizer que sou cantora, isso não implica que não possa também ser contabilista. Ou seja, dizer que tenho tal profissão não implica que não possa ter outra(s).Posto isto, penso que este pensamento apenas é verdadeiro em algumas situações. Mas partilho da opinião que, relativamente à religião, este pensamento esteja correto na maioria das situações
Achei muitíssimo curioso o facto de Mário apresentar uma “definição” para todo aquele que se diz religioso mas não praticante. Sempre me questionei sobre este tema sendo que para muitas religiões se o indivíduo não é praticante então não participa nessa religião, no entanto o professor explica de forma clara apresentando as diferenças entre religião e religiosidade.
É decerto um vídeo que dá que pensar. São postas tantas perguntas às quais ninguém tem uma resposta… a religião é um tema que ainda deixa muitos finais em aberto, no entanto com este vídeo consegui por fim a algumas das perguntas que tinha. Recomendo totalmente este vídeo sendo que não apresenta linguagem complicada e qualquer pessoa consegue entender tudo o que é dito. Gostei imenso e consegui absorver alguns conceitos e conhecimentos que desconhecia.
Muito obrigada pelo seu comentário, Sara. Estou de acordo.
ResponderEliminar